Restauração ecológica de áreas degradadas pela extração de rocha ornamental
Loading...
Date
Authors
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
UFVJM
Abstract
A região da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço, em Minas Gerais, tem sido alvo da extração de rochas ornamentais. Nesta região, predominam os campos rupestres (CR), ecossistemas com peculiaridades edafoclimáticas e flora rica com muitas espécies endêmicas e ameaçadas. As modificações, devido à mineração, resultam na perda de solos e de biodiversidade, alterando a composição de espécies e reduzindo a flora, o que torna urgentes as ações de restauração ecológica (RE). No entanto, a restauração desses ecossistemas tem sido um desafio, pois não há técnicas consagradas a serem utilizadas. Logo, esse estudo teve como objetivo avaliar o status de uma área de campo rupestre quartzítico degradada pela mineração de rocha ornamental após nove anos do início da restauração ecológica com base nas variáveis químicas e físicas do solo e na composição, estrutura, riqueza e diversidade da vegetação tendo como referência uma área conservada adjacente considerada como ecossistema de referência. Para tal, foram estudadas três áreas de CR, sendo uma degradada pela mineração e que se encontra em processo de RE, uma área conservada considerada como ecossistema de referência (ER) e outra área de referência II recém-degradada (AD). Em cada área, foram estabelecidas 10 unidades amostrais para a coleta de dados sobre os atributos químicos e físicos do tecnossolo, bem como sobre dados da vegetação, como potenciais indicadores no ER e no RE. A área em RE apresentou um solo com características significativamente inferiores às obtidas para o ER, porém com semelhanças com AD. Na área em RE foram registrados maior riqueza, diversidade e abundância do que no ER, com 106 espécies, 62 gêneros (+7 morfoespécies) e 27 famílias. Já no ER, foram encontradas 74 espécies, 53 gêneros (+3 morfoespécies) e 23 famílias, além de 10 morfoespécies, sendo sete exclusivas ao RE e três de ER. As famílias Poaceae, Melastomataceae e Asteraceae tiveram maior contribuição na área de RE (≈ 51% das espécies no RE), enquanto as famílias Poaceae, Asteraceae, Vochysiaceae, Melastomataceae e Velloziaceae foram as que apresentaram o maior número de plantas no ER (≈ 47% das espécies no ER). A área ainda apresenta baixa similaridade florística com o ecossistema de referência (≈ 30%). Portanto, o período de nove anos de restauração ainda não foi suficiente para a recomposição das propriedades edáficas do substrato, porém o ambiente em RE apresenta composição e dinâmica florística própria.
Description
O presente trabalho foi realizado com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001.
Citation
ANJOS, Thalia dos. Restauração ecológica de áreas degradadas pela extração de rocha ornamental. 2025. 89 p. Dissertação (Mestrado em Ciência Florestal) – Programa de Pós-Graduação em Ciência Florestal, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Diamantina, 2025.
Endorsement
Review
Supplemented By
Referenced By
Creative Commons license
Except where otherwised noted, this item's license is described as Open Access
