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Recent Submissions

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Diversidade Alimentar Mínima em mulheres: panorama global e evidências locais
(UFVJM, 2026) Silva, Ana Caroline Mesquita da; Macedo, Mariana de Souza; Teixeira, Romero Alves; Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Macedo, Mariana de Souza; Freitas, Patrícia Pinheiro de; Almeida, Claudia Choma Bettega
Introdução: A alimentação adequada é um direito humano fundamental e um desafio global de saúde pública. Cerca de 690 milhões de pessoas vivem em situação de subnutrição, e mulheres em idade reprodutiva (15–49 anos) são particularmente vulneráveis devido às demandas nutricionais associadas à gestação, lactação e maior necessidade de micronutrientes. A Diversidade Alimentar Mínima (DAM), indicador validado pela FAO, avalia a qualidade da dieta pelo consumo de pelo menos cinco dos dez grupos alimentares nas últimas 24 horas. Objetivo: Investigar a distribuição e condicionantes da Diversidade Alimentar Mínima em mulheres em idade reprodutiva em dois diferentes contextos. Materiais e métodos: Para determinação da prevalência global da DAM foi conduzido um estudo de revisão sistemática e metanálise (PROSPERO CRD420250648877), conforme as diretrizes PRISMA, cuja busca incluiu literatura posterior a 2015 e foi realizada nas bases: PubMed, Embase e Science Direct. Estudos originais com prevalência de DAM em mulheres de 15 a 49 anos foram incluídos, sem restrição de delineamento. Dois revisores independentes selecionaram e avaliaram os dados e risco de viés, utilizando ferramentas do Joanna Briggs Institute. A metanálise foi realizada no RStudio® com modelo de efeitos aleatórios devido à heterogeneidade elevada (I² > 50%), e análises estratificadas por continente. Um segundo estudo teve por objetivo a avaliação dos fatores associados à DAM em mulheres adultas com obesidade usuárias da Atenção Primária à Saúde (APS) de Curvelo-MG. O estudo apresentou delineamento transversal com amostragem probabilística. A amostra foi com composta por 293 mulheres entre 20 e 49 anos, selecionada aleatoriamente via e-SUS AB. A coleta ocorreu entre fevereiro e agosto de 2021, por meio de entrevistas face a face realizadas nas unidades de saúde. O protocolo e pesquisa incluiu questionário estruturado com questões sobre perfil socioeconômico, demográfico, de perfil de saúde e aferições antropométricas. Os dados de consumo alimentar foram obtidos por meio do recordatório alimentar de 24 horas, adotando-se o método dos múltiplos passos na condução da entrevista. A DAM foi calculada segundo os dez grupos alimentares da FAO. As análises exploratórias apresentaram medidas de tendência central e suas respectivas medidas de dispersão bem como frequências absolutas e relativas. Para investigação dos fatores associados à DAM foi construído um modelo analítico multivariado a partir da regressão de Poisson com variância robusta, sendo estimadas as razões de prevalência (RP) e IC95%. Resultados: A revisão resultou em 34 estudos com 62.250 mulheres da África, Ásia e América Latina, majoritariamente transversais, incluindo mulheres rurais e vulneráveis socioeconomicamente. A prevalência global de DAM foi 34% (IC95%: 23%–47%). Por continente, África teve 28%, Ásia 42% e América do Sul 55%, com diferenças significativas (p < 0,01). A análise de sensibilidade confirmou a robustez, apesar da alta heterogeneidade. Fatores associados à maior DAM incluíram escolaridade materna, autonomia feminina, posse de meios de comunicação e segurança alimentar. Já no estudo de Curvelo - MG, 62,1% das mulheres entre 20 a 49 anos atingiram a Diversidade Alimentar Mínima. Os grupos mais consumidos foram grãos, raízes e tubérculos e carnes, aves e peixes, enquanto vegetais folhosos verde-escuros e vegetais e frutas ricos em vitamina A apresentaram menor consumo. A menor diversidade alimentar esteve associada à residência em moradia cedida ou emprestada, à angústia por problemas financeiros, à realização de até três refeições diárias, hábito de comer distraído, e à ausência do consumo do lanche da manhã. Conclusão: Menos da metade das mulheres em idade reprodutiva no mundo atinge a DAM, com maiores desigualdades em países africanos e asiáticos. O estudo em Curvelo-MG reforça esse panorama ao evidenciar baixa diversidade alimentar entre mulheres com obesidade, acompanhadas pela APS do município. Os resultados indicam que a DAM é um indicador sensível às desigualdades sociais, econômicas e culturais, devendo ser incorporado às políticas públicas e estratégias de saúde para subsidiar intervenções de promoção da alimentação adequada e saudável e prevenção da obesidade.
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Interprofissionalidade na Atenção Primária: experiências, saberes e práticas colaborativas
(UFVJM, 2026) Diniz, Ana Luiza Alves; Figueiredo, Iany Pimenta; Gomes, Júlia Rodrigues; Assis, Maria Eduarda; Tavares, Mayra Rayele Mourão; Silva, Robert Daniel; Alcantara, Marcus Alessandro de
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Desocidentalização: estratégia de emancipação brasileira, com ênfase na educação formal
(UFVJM, 2026) Paula, Adna Candido de; Fávero, Claudenir; Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Sperber, Suzi Frankl; Benite, Anna Canavarro; Moreira, Núbia Regina; Oliveira, Érico José Souza de
Considerando que no Brasil a cosmovisão ocidental determina as práticas culturais dominantes, esta tese tem por objetivo principal propor a desocidentalização, conceito frequentemente abordado pelos Estudos de Comunicação, mas, aqui, tratado na perspectiva afrocentrada, para todos os níveis da educação formal brasileira. A partir desse objetivo central, desdobram-se os seguintes objetivos específicos: (i) indicar a lógica cosmogônica como norteadora na formulação de práticas culturais e, a partir daí, apresentar as noções de “cosmovisão” (ocidental) e “cosmopercepção” africana/indígena); (ii) apresentar, desde a Primeira História da Humanidade, como o modus operandi dos agrupamentos humanos do Berço Nórdico configurou os fundamentos da cosmovisão ocidental pautada no determinismo bio-lógico; (iii) introduzir o papel da educação formal ocidentalizada como o “braço” da dominação hegemônica do ocidente; (iv) apresentar e problematizar como se deu o processo histórico de ocidentalização do Brasil, no período de pré-abolição, e apresentar como se forjou o imaginário social e seu determinismo social; (v) indicar a urgência da desocidentalização da educação formal brasileira como um fundamento para a emancipação cosmogônica e, consequentemente, geopolítica e socioeconômica do país; (vi) indicar a desocidentalização como um processo de emancipação necessário para o enfrentamento da crise humanitária ocasionada pelas mudanças climáticas. A tese será redigida a partir de um hibridismo discursivo, que mescla o discurso acadêmico com a escrevivência, fazendo uso das seguintes epistemologias e metodologias afrocentradas: (i) Sankofa; (ii) Epistemologia de Orixás; (iii) Temporalidade espiralar (exuniana); (iv) Montagem/Construção caleidoscópica de quadros históricos, (v) revisão de literatura.
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Entre territórios e saberes: 20 anos da UFVJM
(UFVJM, 2026) Lage, Ana Cristina Pereira; Arruda, Rogério Pereira de
"Coletânea comemorativa organizada por ocasião dos 20 anos da transformação da UFVJM em universidade, reunindo 17 capítulos assinados por diferentes docentes,técnicos e egressos da instituição, além de seção "Sobre os autores."
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O Diabetes não é fator de risco para depressão em participantes da Coorte de Universidades Mineiras (CUME)
(UFVJM, 2025) Mendes, Flávia Guedes Oliveira; Nobre, Luciana Neri; Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Nobre, Luciana Neri; Bento, Isabel Cristina; Oliveira Filho, Paulo Messias de
A Organização Mundial de Saúde considera a depressão como uma das maiores causas de incapacidade em escala mundial. Ela é caracterizada por humor depressivo, perda de interesse e prazer, alterações do sono e apetite, sentimento de culpa, baixa autoestima, sensação de cansaço e falta de concentração. Por ser um transtorno mental complexo, considera-se que a depressão é impactada por interações genéticas, ambientais e gene-ambiente, dessa forma pode ser modificada pelo estilo de vida. Ademais, outras doenças podem favorecer o desenvolvimento da depressão, dentre elas o diabetes mellitus. Considerando esses aspectos, este estudo tem como objetivo verificar se o diabetes é fator de risco para o desenvolvimento de depressão em adultos participantes da Coorte de Universidade Mineiras (CUME) ao longo do seguimento. Participam da CUME egressos das universidades públicas mineiras UFMG, UFV, UFOP, UFLA, UFJF, UNIFAL e UFVJM. A variável desfecho é a incidência de depressão nos participantes da CUME ao longo de 4 anos de seguimento, e a variável de exposição é ter diabetes mellitus tipo 1 ou tipo 2 no baseline. As variáveis de ajuste são: idade, sexo, estado civil, uso de cigarros, prática de atividade física, qualidade do sono, obesidade, e consumo de alimentos in natura e minimamente processados e ultraprocessados. A análise da associação entre incidência de depressão e diabetes foi realizada pela regressão de Poisson. Estas análises foram conduzidas no software estatístico SPSS, versão 18.0. Participaram deste estudo um total de 3.533 egressos. A prevalência de diabetes no baseline foi 4,2%, e a incidência de depressão foi de 8,3%. Os resultados da análise do Poisson não confirmaram a associação entre diabetes mellitus no baseline e incidência depressão ao longo dos seis anos de seguimento da coorte (p-valor=0,321). No entanto, as variáveis de ajuste obesidade (RP=1,89; p-valor <0,001), perfil de sono ruim (RP=1,88; p-valor <0,001), sedentarismo (RP=1,44; p- valor=0,004), e ser solteiros (RP= 0,79; p-valor=0,047) foram associados com este desfecho. A hipótese de que o diabetes seria fator de risco para a incidência de depressão entre os participantes da CUME não foi confirmada neste estudo, no entanto, sedentarismo, perfil de sono ruim, ter obesidade, e ser solteiros foram associados a este desfecho.