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Recent Submissions

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Estudo de flebotomíneos no município de Unaí, área de transmissão de leishmaniose visceral no estado de Minas Gerais
(UFVJM, 2025) Debortoli, Gabriele Zaine Teixeira; Santos-Doni, Thaís Rabelo dos; Barata, Ricardo Andrade; Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Santos-Doni, Thaís Rabelo dos; Barata, Ricardo Andrade; Viana, Daniel Jose Silva; Bresciani, Katia Denise Saraiva
As leishmanioses são zoonoses parasitárias negligenciadas, transmitidas por flebotomíneos, sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo. A expansão geográfica da doença, aliada à urbanização do ciclo de transmissão, reforça a necessidade de investigações que integrem aspectos entomológicos, ambientais e climáticos. O município de Unaí, localizado no estado de Minas Gerais, é uma área de transmissão de leishmanioses, com registros de casos humanos e caninos da doença, mas sem dados entomológicos disponíveis sobre a fauna flebotomínea local. Esta dissertação tem como objetivo descrever a fauna do município, sua distribuição espacial e os fatores ambientais e climáticos associados à sua ocorrência. No Capítulo 1, apresenta-se o levantamento entomológico realizado ao longo de 2024, em dez residências distribuídas por sete bairros de Unaí/MG. As capturas mensais foram feitas com armadilhas luminosas do tipo HP, instaladas em ambientes intra e peridomiciliares. Os espécimes foram identificados morfologicamente e os dados analisados por meio de modelos lineares de efeitos mistos, a fim de verificar associações com variáveis ambientais e climáticas. Foram capturados 504 flebotomíneos pertencentes a 11 espécies. Lutzomyia longipalpis foi a espécie mais abundante, seguida por Lu. lenti e Lu. intermedia. As áreas peridomiciliares apresentaram maior diversidade e abundância, associadas à presença de galinheiros, matéria orgânica e vegetação. Verificamos a associação positiva da temperatura com Lu. longipalpis e Lu. lenti, e efeito negativo da precipitação sobre Lu. intermedia. A predominância de machos (69,8%) sugere a existência de criadouros ativos nas proximidades das residências. Os resultados indicam que as condições ambientais favorecem a presença de vetores em locais com contato próximo entre humanos e animais, aumentando o risco de transmissão domiciliar. Esses achados ressaltam a importância da vigilância entomológica contínua e do manejo ambiental como estratégias complementares no controle das leishmanioses.
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Modelagem chuva-vazão da bacia hidrográfica do Rio Mucuri para simulação contínua e de eventos isolados com foco na vazão máxima
(UFVJM, 2025) Santos, Hiago Félix; Pinto, Daniel Brasil Ferreira; Almeida, Rafael Alvarenga; Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Pinto, Daniel Brasil Ferreira; Almeida, Rafael Alvarenga; Brito, Alexandre Faissal; Lima, Rafael Petruceli Coelho
A modelagem hidrológica surgiu como ferramenta para estudo e avaliação dos processos hidrológicos de uma bacia hidrográfica. Os modelos hidrológicos através da sua vasta aplicabilidade se transformaram numa ferramenta essencial para a gestão dos recursos hídricos. Os sistemas de informações geográficas (SIG) possibilitam a geração e manipulação das informações essenciais para futuramente criar as simulações hidrológicas. O HEC-HMS é um software de simulação hidrológica que permite modelar o comportamento das bacias hidrográficas. Ele faz isso utilizando diversas informações, como dados pluviométricos, temperatura, evapotranspiração, velocidade do vento, dados topográficos, uso e cobertura do solo, dados fluviométricos, entre outros. Desta forma, o software simula como a água se move na bacia, desde o momento em que chove até a formação do escoamento nos rios. A simulação contínua foi realizada utilizando os métodos do hidrograma de Clark, o método de déficit e constante, reservatório linear, Muskingum-Cunge e percolação. O desempenho da simulação foi considerado satisfatório, com coeficiente de Nash-Sutcliffe de 0,61. Para simulação de eventos isolados com foco na vazão máxima foi utilizado o método de curva número, hidrograma SCS, e Muskingum-Gunge. A simulação de eventos isolados foi constituída no total de quatro eventos, sendo um evento para calibração, um evento para validação, e dois eventos para aplicação. Como resultado, as simulações para eventos isolados mostraram boa aderência ao simular a vazão máximas, mesmo apresentando intervalos diferentes entres os eventos. Esse desempenho indica que o HEC-HMS é uma ferramenta eficiente e confiável para a modelagem hidrológica, sendo capaz de representar de forma satisfatória o comportamento do escoamento superficial em resposta aos eventos de precipitação.
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Épocas de semeadura e lâminas de irrigação para o cultivo de amendoim no Alto do Vale do Jequitinhonha
(UFVJM, 2025) Andrade, Alex Xavier Ribeiro de; Santos, Lucas da Costa; França, André Cabral; Magalhães, Marcela Azevedo; Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Santos, Lucas da Costa; Silva, Ricardo Siqueira da; Rocha, Hermes Soares da
O amendoim (Arachis hypogaea L.) é uma cultura de grande relevância socioeconômica, destaca-se pelo elevado teor de óleo e proteína, além da adaptabilidade a diferentes condições ambientais. No entanto, sua produtividade pode ser significativamente afetada por diversosfatores, como a escassez hídrica e a escolha inadequada da época de semeadura. Diante disso, este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos de diferentes épocas de semeadura e lâminas de irrigação sobre o desempenho produtivo de amendoim na região do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. O experimento foi conduzido a campo no município de Senador Modestino Gonçalves, utilizando a cultivar IAC OL4, em delineamento de blocos casualizados, em esquema fatorial 2 × 4, com quatro repetições, totalizando 32 unidades experimentais. Os tratamentos consistiram em duas épocas de semeadura (E1: 04/09/2024 e E2: 11/10/2024) e quatro níveis de irrigação (100%, 66%, 33% e 0% da evapotranspiração da cultura – ETc). Foram avaliadas variáveis produtivas, como o número de vagens por planta, massa fresca e seca da planta e das vagens, comprimento e diâmetro das vagens, vagens com defeito, produtividade, rendimento de óleo e produtividade da água. Os resultados demonstraram que a época de semeadura e a lâmina de irrigação influenciaram significativamente na produtividade da cultura. A combinação entre E1 e a lâmina de 66% da ETc proporcionou o melhor desempenho produtivo (3814,8 kg ha−¹), maior produtividade da água (0,52 kg m−³) e maior número de vagens por planta, indicando que o manejo hídrico moderado foi mais eficiente que a irrigação plena nas condições edafoclimáticas da região. A pesquisa reforça a importância do planejamento agrícola, especialmente no tocante ao uso racional da água, e oferece subsídios técnicos para o manejo sustentável do amendoim no Vale do Jequitinhonha.
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Segurança sanitária dos alimentos fornecidos pela agricultura familiar para alimentação escolar em municípios da comarca de Diamantina/MG
(UFVJM, 2025) Bispo, Gustavo Timóteo; Nobre, Luciana Neri; Murta, Nadja Maria Gomes; Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Nobre, Luciana Neri; Murta, Nadja Maria Gomes; Walter, Eduardo Henrique Miranda; Costa Sobrinho, Paulo de Souza
A partir de 2009, o Brasil deu um passo importante ao implementar uma legislação que determina que pelo menos 30% dos recursos do governo federal destinados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) sejam utilizados para a compra de alimentos provenientes da agricultura familiar. Essa medida visa promover uma alimentação mais adequada e saudável nas escolas públicas, além de fortalecer a economia local e valorizar pequenos produtores. No entanto, garantir a qualidade e a segurança desses alimentos envolve desafios, especialmente quando se trata de alimentos processados, que exigem rigorosos controles sanitários e nutricionais. A segurança alimentar e nutricional é um direito fundamental e, para que seja efetivamente garantida, é necessário que os alimentos fornecidos às escolas estejam em conformidade com normas sanitárias específicas. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estabelece diretrizes na RDC no 49/2013, que orienta sobre boas práticas sanitárias, especialmente para alimentos produzidos pelos agricultores familiares. a Resolução SES/MG no 6362/2018 de Minas Gerais também estabelece diretrizes sobre a mesma questão para produção de alimentos oriundos da agricultura familiar. Essas normas consideram as particularidades da agricultura familiar, buscando equilibrar a proteção à saúde pública com o respeito às realidades socioeconômicas e culturais dos produtores locais. Apesar dessas regulamentações, agricultores familiares enfrentam dificuldades para cumprir todas as exigências, pois muitas vezes sua produção é voltada principalmente para a subsistência. Por isso, o apoio da EMATER, SENAR e secretarias de agricultura é fundamental para orientar e capacitar esses produtores quanto às normas sanitárias. Além disso, a atuação conjunta com nutricionistas do PNAE é essencial para garantir que os alimentos fornecidos ao PNAE estejam em conformidade tanto com os critérios higiênico-sanitários quanto nutricionais. O estudo em questão tem como objetivo principal verificar se a produção de alimentos processados, realizada por agricultores familiares e destinada ao PNAE das escolas municipais da comarca de Diamantina-MG, está sendo realizada em condições sanitárias adequadas. A pesquisa integra o programa de extensão com interface na pesquisa “Ambiente Escolar: Espaço para Promoção da Saúde e da Alimentação Saudável e Equilibrada”, que busca inserir a Educação Alimentar e Nutricional (EAN) nas escolas municipais da região. Trata-se de um estudo transversal, com abordagem quali-quantitativa, realizado entre 2023 e 2025, em parceria com nutricionistas, EMATER e agricultores familiares de quatro municípios: Diamantina, Datas, Gouveia e Presidente Kubitschek. Inicialmente, foi enviado um formulário eletrônico aos nutricionistas responsáveis pelo PNAE em cada município, para identificar os agricultores fornecedores, os tipos de alimentos processados entregues e coleta de informações pessoais, como nome, telefone e endereço. Após essa etapa, os agricultores foram contactados e convidados a participarem do estudo e agendou-se uma visita in loco para avaliar as condições de produção dos alimentos. Durante as visitas, utilizou-se um questionário baseado em um checklist de boas práticas de fabricação, conforme os critérios das Resoluções RDC no 275/2002 e no 49 de 2013 da vigilância sanitária. Os estabelecimentos foram classificados em três grupos, de acordo com o percentual de conformidade com os itens do checklist: Grupo 1: Condições precárias (0 a 50%); Grupo 2: Condições intermediárias (51 a 75%); Grupo 3: Condições adequadas (76 a 100%). Participaram do estudo 22 agricultores, sendo a maioria mulheres (72,7%), com idade média de 50,2 anos, casados (68%), com ensino fundamental incompleto (36,3%) seguido de ensino fundamental 2 completo (27,2%). Os agricultores fornecem nove alimentos com algum processamento ao PNAE, sendo eles: quitandas, polpa de fruta, mel, queijo, leite, fubá, colorau, tempero e alho descascado. Sobre a qualidade sanitária na produção dos alimentos, a análise do checklist revelou que: 22,7% dos agricultores apresentaram condições precárias de processamento, 54,5% apresentaram condições intermediárias e 22,7% apresentaram condições adequadas. O checklist envolveu a avaliação de seis dimensões, e o abastecimento de água e as condições gerais de funcionamento foram os pontos mais críticos, classificados como precários em 81,8% dos casos. Esse resultado evidencia vulnerabilidades significativas na garantia de um ambiente higiênico e seguro para a manipulação de alimentos. A estrutura física também apresentou fragilidades, com 63,6% dos casos classificados como intermediários. Por outro lado, o item matérias-primas foi o que mais atendeu aos requisitos, com 45,5% de conformidade. Após a análise dos dados, foi realizado um encontro com os agricultores para apresentar os resultados de forma clara e acessível, além de orientar sobre ajustes e boas práticas de manipulação. O evento contou com a presença de agricultores e técnicos da EMATER. O encontro foi marcado pela troca de experiências e discussão de temas relevantes para a agricultura familiar e o PNAE, incluindo perspectivas de ampliação das compras e cuidados essenciais para garantir a qualidade e segurança dos alimentos. Os resultados apontam para uma realidade marcada por desafios, embora alguns municípios apresentem práticas de produção de alimentos adequadas, muitos ainda enfrentam dificuldades, especialmente em condições de funcionamento e abastecimento de água, o que compromete a produção segura de alimentos. Ficou evidente a necessidade de investir em ações de capacitação e encontros periódicos, para promover a troca de informações com profissionais técnicos e fortalecer o compromisso com a produção segurança de alimentos. Este estudo destaca a importância do olhar atento para as diferentes realidades dos agricultores familiares, considerando suas particularidades e limitações, e busca por soluções adaptadas ao contexto local é fundamental para promover mudanças efetivas e sustentáveis.
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Moeda social municipal “Tíquete-Feira”: estudo de caso da sua implantação e consolidação no município de Franciscópolis/MG
(UFVJM, 2025) Melquíades, Isac; Vieira, Naldeir dos Santos; Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Vieira, Naldeir dos Santos; Silva, Edimilson Eduardo da; Ruas, Adriana Andrade
A moeda social municipal Tíquete‐Feira, emitida pelo Município de Franciscópolis/MG, distribui Tíquetes Feira a servidores públicos com famílias em vulnerabilidade e a outras famílias locais em insegurança alimentar. Os beneficiários utilizam os tíquetes em feira agroalimentar realizada duas vezes por semana para adquirir hortifrutigranjeiros de pequenos produtores; estes resgatam os tíquetes em moeda corrente junto à Secretaria Municipal de Administração, Finanças e Planejamento. A política tem dupla finalidade: apoiar a comercialização da agricultura familiar e redistribuir renda para promoção de segurança alimentar. O objetivo geral da pesquisa foi analisar as práticas, os arranjos institucionais, os desafios e os resultados que caracterizaram a implantação e a consolidação da moeda social municipal Tíquete-Feira em Franciscópolis/MG, entre os anos de 2017 e 2025, a partir da percepção de gestores, produtores rurais e beneficiários, de modo a identificar elementos que possam subsidiar a replicação dessa experiência em outros municípios. Para tanto, os objetivos específicos da pesquisa foram: a) abordar a bibliografia sobre moeda, agricultura familiar, economia solidária e instrumentos monetários alternativos e analisar, à luz desse referencial, o acervo documental (normas do Município de Franciscópolis responsáveis pela implementação e gestão do “Tíquete-Feira”); b) identificar e descrever as experiências práticas desenvolvidas para a implantação e consolidação da moeda sob a ótica dos atores envolvidos; c) averiguar as potencialidades, desafios e resultados socioeconômicos percebidos pelos públicos beneficiados; d) elaborar uma cartilha informativa que sistematize as etapas para implementação de moeda social municipal, possibilitando replicação em outros contextos. Em relação ao método, trata-se de estudo de caso qualitativo, descritivo‐exploratório, com levantamento bibliográfico e análise documental de leis e atos normativos municipais (Lei no 310/2016; Lei no 330/2017; Decreto no 19/2018; Lei no 402/2021), cobrindo o período 2017-2025. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas (jan. a jun./2025) com idealizadores/gestores, produtores e beneficiários, tratados por análise temática e triangulação entre fontes primárias e secundárias. Como resultados, apurou-se que o Tíquete‐Feira instaurou ciclo virtuoso de geração de renda, ampliou o acesso regular a alimentos frescos e reforçou a coesão comunitária; reestruturou a dinâmica da feira livre e fortaleceu a agricultura familiar, com destaque para o protagonismo de mulheres rurais; institucionalmente, o Programa promoveu articulação intersetorial, embora persistam fragilidades operacionais (ausência de sistema informatizado, sobrecarga administrativa, instabilidade orçamentária e disputas de elegibilidade). Foram delineadas diretrizes replicáveis e/ou aplicáveis: rubrica orçamentária específica (PPA/LOA), digitalização (cartões/QRCode), integração ao CadÚnico, conselhos gestores, revisão periódica do valor do benefício, ampliação de públicos e investimentos em infraestrutura das feiras. A experiência evidencia que a moeda social municipal transcende o meio de pagamento, configurando‐se como política pública simbólica, relacional e territorializada. O trabalho realizado viabilizou a elaboração de cartilha informativa que sistematiza objetivos, fundamentos normativos, arranjos institucionais e metodologias operacionais, orientada por princípios da economia solidária e alinhada ao direito fundamental à alimentação (CF/88, art. 6o), para apoiar a replicação em outros municípios.