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Recent Submissions
A informalidade no trabalho doméstico: expressões da precarização e da pobreza
(UFVJM, 2025) Lima, Karla Dias de; Rocha Junior, Fernando Leitão; Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Rocha Junior, Fernando Leitão; Carli, Alessandra de Paula; Rodrigues, Carlos Henrique Lopes; Medrado, Nayara Rodrigues
A dissertação objetiva investigar, a partir de uma análise teórica, os aspectos relacionados a precarização do trabalho doméstico informal, bem como suas influências para a perpetuação da pobreza. Esta análise se desdobra em aspectos históricos e contemporâneos, de modo que, é possível identificar as influências do escravismo colonial para a estruturação do trabalho doméstico contemporâneo, isto é, como a formação social, econômica e cultural, contribuíram para a consolidação dessa categoria. Os resultados desta análise, de natureza bibliográfica, qualitativa-descritiva, apontam para a categorização de trabalhadoras majoritariamente mulheres, negras e pobres, revelando uma desigualdade de raça, gênero e classe, na qual são agravadas pelo modo de produção capitalista, visto que, estreita a divisão social, técnica e sexual do trabalho. Em função disso foi realizado um diagnóstico do trabalho doméstico, a partir das reconfigurações da categoria trabalho, revelando que sua construção histórica infere significativamente sobre este segmento. Ganham destaque nesta análise, a evolução legislativa, ao expor que por anos o trabalho doméstico foi excluído das principais conquistas trabalhistas, se distanciando assim do que é indicado como trabalho decente, sobrando espaço para a informalidade e a precarização. Esse cenário ganha novos desfechos a partir da aprovação da PEC das domésticas em 2013, seguindo de sua regulamentação em 2015 e recentemente com as novas contribuições do Decreto 12.009/2024. A importância dessa investigação reside no fato de que, a informalidade que persiste sobre trabalho doméstico, expõe notavelmente as desigualdades de raça, gênero e classe social que evidenciam as relações de poder e dominação presente no modo de produção capitalista, por conseguinte impacta na formação social do trabalho na sociedade. Portanto, analisar as transformações ocorridas no trabalho doméstico se faz necessário para enfrentar ou contribuir para a superação da reprodução das desigualdades advindas da escravidão que ainda ecoam nas relações estruturais desse segmento laboral.
Anais da X Semana da Integração, Ensino, Pesquisa e Extensão
(UFVJM, 2024) Semana da Integração, Ensino, Pesquisa e Extensão (10. : 2024 : Diamantina, MG)
"Em sua 10ª edição, o evento que conecta pessoas, saberes e conhecimentos, tem como objetivo promover a translação do conhecimento teórico-prático e reflexões sobre os desafios sociais atuais, tendo como temática central "Diversidade, Equidade e Inclusão".
Como uma universidade comprometida em buscar soluções para questões sociais emergentes, a Semana da Integração: Ensino, Pesquisa e Extensão (SINTEGRA) convida toda a comunidade acadêmica a participar deste debate crucial para a construção de ambientes mais diversos, inclusivos e equitativos nas instituições de ensino e na sociedade em geral.
Durante o evento, teremos mesas-redondas, apresentações de trabalhos científicos, palestras temáticas e eventos culturais, que proporcionarão um espaço para discutir as últimas pesquisas, compartilhar experiências práticas e inspirar mudanças positivas em nossa comunidade acadêmica.
A X Sintegra será presencial, com algumas atividades transmitidas em tempo real pelo YouTube, para os campi fora de sede e demais interessados.
Participe deste importante encontro científico da UFVJM, onde a interdisciplinaridade é fomentada e soluções para questões sociais emergentes são buscadas. Junte-se a nós para conectar-se a debates que promovem direitos fundamentais e o respeito à diversidade."
Percepções de quilombolas e comunidades locais sobre mudanças climáticas e invasão por gramíneas africanas na Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço: subsídios à conservação do Sistema Agrícola Tradicional da Serra do Espinhaço Meridional
(UFVJM, 2025) Silva, Jordão Vieira; Santos, José Barbosa dos; Santos, Elizângela Aparecida dos; Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Santos, José Barbosa dos; Pereira, Israel Marinho; Maciel, Josiane Costa; Suela, Attawan Guerino Locatel
As mudanças climáticas e as invasões biológicas constituem ameaças convergentes aos sistemas socioecológicos tradicionais, especialmente em regiões de alta biodiversidade do Sul Global. A Serra do Espinhaço Meridional, reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (UNESCO) como Reserva da Biosfera e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (FAO) como Sistema Importante do Patrimônio Agrícola Mundial (SIPAM), enfrenta dupla pressão: invasão por gramíneas africanas (Melinis minutiflora e Urochloa spp.) e alterações nos padrões de precipitação que comprometem sistemas agrícolas de base familiar e quilombola. Esta tese investigou os determinantes socioecológicos da percepção e das práticas adaptativas frente a essas ameaças em 181 famílias rurais radicadas no Sistema Agrícola Tradicional na Serra do Espinhaço Meridional, Minas Gerais, mediante entrevistas estruturadas e análises econométricas. Os resultados revelaram que pobreza e baixa escolaridade formal limitam não apenas a capacidade adaptativa, mas também a própria percepção de riscos ambientais, enquanto identidade quilombola e conhecimento ecológico tradicional aumentam a sensibilidade ecológica. Embora apenas 45% dos entrevistados conheçam formalmente o termo "mudança climática", 89% percebem seus efeitos concretos sobre chuvas, colheitas e biodiversidade local. As estratégias adaptativas variam por perfil social: agricultores integrados ao mercado tendem à intensificação produtiva, enquanto comunidades quilombolas privilegiam mobilidade espacial e respostas coletivas. Capital social emergiu como determinante decisiva para comportamentos adaptativos. A tese propõe o conceito de "adaptação condicionada", destacando que desigualdades estruturais moldam o próprio horizonte de respostas adaptativas possíveis. Os achados fornecem contribuições teóricas e empíricas sobre percepção climática em sistemas de montanha tropicais e orientações práticas para políticas que integrem conservação da biodiversidade, equidade social e valorização de conhecimentos locais.
Anais da XI Semana da Integração, Ensino, Pesquisa e Extensão
(UFJM, 2025) Semana da Integração, Ensino, Pesquisa e Extensão (11. : 2025 : Diamantina, MG)
"A 11ª edição da Semana da Integração: Ensino, Pesquisa e Extensão (SINTEGRA) da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), realizada de 6 a 9 de outubro de 2025 no Campus JK – Diamantina, celebrou mais uma vez a articulação entre ensino, pesquisa e extensão, sob o tema central Tecnologias: para quê e para quem?.
O evento convidou a comunidade acadêmica e externa para refletir criticamente sobre o papel das tecnologias no contexto do ensino superior, nas práticas de extensão e nas pesquisas que dialogam com os desafios regionais e globais. Como espaço de integração de saberes, buscou-se promover a transição entre teoria e prática, renovar compromissos com a inclusão e com a equidade digital, e fomentar a produção de conhecimento voltada para impactos socioculturais e regionais.
Com um público de 2199 inscritos e 1365 trabalhos submetidos, a edição de 2025 bateu recordes de participação e reafirmou a SINTEGRA como o maior encontro científico da UFVJM. Os trabalhos foram organizados em sessões de pôsteres, apresentações orais e outras modalidades de expressão acadêmica, ampliando o acesso e a troca de saberes entre graduação, pós-graduação, extensão e cultura.
Este volume dos anais reúne os resumos expandidos, relatos de experiência e demais modalidades de produção científica e educacional que foram aprovados e apresentados durante o evento. Ao compilar essas contribuições, pretendemos:
1. Documentar e preservar o resultado científico-educacional da 11ª SINTEGRA;
2. Difundir o conhecimento produzido em nossa universidade e além;
3. Incentivar novos diálogos, iniciativas e parcerias entre ensino, pesquisa, extensão e sociedade."
Imunoglobulina G anti-SARS-CoV-2 e resposta celular em pacientes com doença renal crônica terminal vacinados contra a COVID-19
(UFVJM, 2026) Colares, Karla Taísa Pereira; Rocha Vieira, Etel; Ottone, Vinicius de Oliveira; Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Rocha Vieira, Etel; Ottone, Vinicius de Oliveira; Castro, Sandra Bertelli Ribeiro de; Oliveira, Marcos Felipe Andrade de; Ottoni, Marcelo Henrique Fernandes
Considerando a alta vulnerabilidade de pacientes em hemodiálise à Doença do Coronavírus 2019 (COVID-19) e à menor responsividade imunológica a outras vacinas como Influenza A e Hepatite B, é relevante que se investigue a imunidade promovida por vacinas contra a COVID-19. Neste contexto, o objetivo deste estudo foi investigar a resposta imune induzida pela vacinação contra a COVID-19, em intervalo após terceira e quarta dose, comparando a respostas desenvolvidas por indivíduos em hemodiálise e indivíduos imunocompetentes, não dialíticos. Tratou-se de um estudo longitudinal e prospectivo, realizado entre 2021 e 2025 em um centro de hemodiálise de Minas Gerais. O grupo experimental foi composto, inicialmente, por 29 participantes em hemodiálise e o grupo controle por 17 participantes sem doença renal crônica. Amostras de sangue dos voluntários foram coletadas em dois momentos distintos: entre 170 e 300 dias após administração da terceira dose monovalente (D3) e entre 40 e 60 dias após o reforço bivalente. A partir dessas obteve-se o plasma e as células mononucleares do sangue periférico (PBMC) utilizados nos ensaios. A partir do plasma avaliou-se a resposta de IgG anti-SARS-CoV-2 utilizando-se ensaio imunoenzimático. Já as PBMC foram estimuladas com pool de peptídeos de SARS-CoV-2, combinado ou não com estímulo policlonal (fitohemaglutinina – PHA) para avaliação da resposta proliferativa e secreção de interleucina-2 (IL-2) e interferon-gama (IFN-γ). Dados sociodemográficos e clínicos foram coletados através de um questionário aplicado aos participantes e por meio de busca ativa nos cartões vacinais e registros do serviço de hemodiálise. A soroconversão foi comparável entre o grupo em hemodiálise e o grupo controle após múltiplas doses da vacina contra a COVID-19. A ativação da proliferação celular, associada à produção de IL-2 e IFN-γ por células mononucleares de ambos os grupos, sugere a preservação funcional da resposta imune celular independentemente da condição clínica em hemodiálise. Entretanto, os dados deste estudo não permitem inferir sobre a resposta celular específica à vacinação contra a COVID-19. Em conjunto, os resultados desse estudo oferecem evidências para a compreensão da dinâmica da resposta vacinal contra a COVID-19, destaca a importância dos reforços vacinais sucessivos para a manutenção da imunoproteção e apontam a necessidade de monitoramento contínuo e individualizado da resposta vacinal dos indivíduos em hemodiálise.