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Recent Submissions

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Potencial imunomodulador do extrato aquoso da Desmodium heterophyllum associado à terapia de fotobiomodulação em modelo de inflamação aguda
(UFVJM, 2025) Almeida, Tássio Malber de Oliveira; Carli, Alessandra de Paula; Alves, Caio César de Souza; Oliveira, Murilo Xavier; Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Carli, Alessandra de Paula; Alves, Caio César de Souza; Oliveira, Murilo Xavier; Pinfildi, Carlos Eduardo; Petinari, Roberta Barbizan; Amaral, Ernani Aloysio
A inflamação é uma resposta biológica essencial à presença de agentes agressores, visando à eliminação do agente e à restauração da homeostase. No entanto, os fármacos utilizados no tratamento inflamatório podem causar efeitos adversos, o que justifica a busca por terapias mais seguras. Nesse contexto, a fitoterapia se destaca por sua origem natural, possível menor toxicidade e baixo custo. Diversos estudos têm investigado espécies do gênero Desmodium como potenciais fontes terapêuticas naturais; no entanto, há uma escassez de evidências científicas relacionadas com finalidade anti-inflamatória. Atualmente, a terapia por fotobiomodulação (TFBM) constitui um dos principais recursos terapêuticos utilizados para promover o reparo e acelerar o processo de cicatrização tecidual. O objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial imunomodulador do extrato aquoso da D. heterophyllum associado à TFBM em modelo de inflamação aguda. A totalidade da planta (raízes, caules, folhas, flores) foi empregada como material representativo no estudo, com análise direcionada aos seus principais metabólitos. A citotoxicidade em macrófagos foi avaliada, bem como a produção de óxido nítrico, por meio de ensaios in vitro. Foi também realizado o ensaio de edema agudo induzido pela carragenina em patas de camundongos. Na análise de metabólitos foi constatada a presença de flavonoídes e isoflavonoídes. Observou-se que, em determinadas concentrações, os extratos reduziram a produção de óxido nítrico (NO) sem induzir citotoxicidade nas células. Observou-se uma redução significativa na espessura da pata nos animais tratados exclusivamente com TFBM, bem como em alguns grupos que receberam apenas D. heterophyllum ou a combinação de TFBM e D. heterophyllum. Foram quantificadas as citocinas IL-1β, TNF-α, IL-6, IFN-γ no macerado do tecido mole em pata do modelo de inflamação aguda induzida por carragenina. As concentrações de TNF-α e o IL-6 analisadas a partir do tecido mole da pata induzida à inflamação indicaram uma redução na expressão dos mesmos, apresentando diferenças significativas. Apesar de não terem sido detectadas diferenças significativas nos níveis de IL-1β e IFN-γ entre os grupos avaliados, foi possível estabelecer correlações relevantes entre o grupo controle positivo e o grupo tratado com D. heterophyllum (125 mg/kg) associado a TFBM, no que se refere ao IFN-γ, bem como entre o grupo controle positivo e os grupos tratados com D. heterophyllum (125 mg/kg) associado a TFBM e D. heterophyllum (250 mg/kg) associado a TFBM, no que se refere à IL-1β. Conclui-se que à associação do extrato aquoso de D. heterophyllum à TFBM mostra-se uma estratégia promissora e original no controle da inflamação aguda.
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Proposta de remediação ambiental do 17β-estradiol e 17α-etinilestradiol: avaliação toxicológica após adsorção em filtro de biomassa associado ao nanomaterial δ - FeOOH
(UFVJM, 2025) Schaper, Fernanda Junger; Faria, Márcia Cristina da Silva; Rodrigues, Jairo Lisboa; Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Faria, Márcia Cristina da Silva; Rodrigues, Jairo Lisboa; Santos, Gustavo Carvalhal; Costa, Alexandre Sylvio Vieira da; Hott, Rodrigo de Carvalho
Nos últimos anos, os contaminantes emergentes vêm ganhando destaque em pesquisas por todo o mundo por se tratarem de compostos detectados na água, solo e ar e que, apesar de apresentarem risco para os ecossistemas, não estão incluídos nos programas de monitoramento e nem possuem legislação específica para o seu controle. Dentre esses contaminantes, os desreguladores endócrinos, como os hormônios 17β-Estradiol e 17α-Etinilestradiol, representam um risco potencial à saúde humana e ao meio ambiente, pois eles interferem no metabolismo, reprodução, desenvolvimento e comportamento das espécies. Introduzidos contínua e abundantemente no meio ambiente por meio de excreção ou descarte direto, esses hormônios não são removidos pelos métodos convencionais de tratamento de água e esgoto, causando ingestão contínua e cumulativa por organismos aquáticos e humanos. Estudos recentes demonstraram que a biomassa de casca de banana, a biomassa de Pleurotus ostreatus e o nanomaterial δ -FeOOH são métodos de baixo custo e eficientes para remover metais tóxicos da água, sendo uma alternativa para a remoção dos hormônios estrógenos da água. O δ-FeOOH possui uma grande estabilidade química, comportamento ferromagnético e é de fácil dispersão em água, enquanto as biomassas possuem uma alta capacidade de adsorção, devido à sua morfologia irregular e à composição química das paredes celulares. Nesse contexto, este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito dos hormônios β-Estradiol e 17α-Etinilestradiol após o processo de adsorção no filtro de biomassa da casca de banana e biomassa de Pleurotus ostreatus associadas ao δ-FeOOH pelos ensaios de toxicidade, bem como a eficiência de remoção dos hormônios pelo processo de filtração, pela quantificação por Cromatografia Líquida associado à Espectrometria de Massa (LCMS). Os resultados observados neste estudo apresentaram redução da concentração dos hormônios, com um percentual máximo de remoção de 100% quando comparados à concentração inicial (200 μg/L). Os estudos de citotoxicidade, genotoxicidade e mutagenicidade demonstraram, de forma geral, uma diminuição significativa na toxicidade das amostras submetidas ao processo de filtração, tanto pelo teste de Allium cepa, quanto pelo Ensaio do Cometa. Através deste estudo, foi constatada a eficácia na remoção dos hormônios, sendo uma alternativa segura para remediação ambiental de compostos orgânicos.
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Alto Jequitinhonha: ações de extensão universitária em educação e promoção da saúde surtem efeitos?
(UFVJM, 2025) Silva, Patrícia Cristina; Machado, Alex Sander Dias; Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Machado, Alex Sander Dias; Cruz, Cleya da Silva Santana; Atolini, Tarcila Mantovan; Cambraia, Rosana Passos
Este trabalho exibe os resultados de uma pesquisa produzida na região do Alto curso do Rio Jequitinhonha, Minas Gerais. Tratou-se de uma pesquisa de opinião, de caráter quali-quantitativo, com aplicação de questionários pré e pós-ações e realização de atividades de extensão universitária em seis comunidades. Nossos objetivos foram analisar os impactos de ações de educação e promoção da saúde em comunidades ribeirinhas e identificar as contribuições dessas ações para a formação profissional de discentes da área da saúde, especificamente, avaliar estas ações, identificar o principal benefício das ações para as comunidades e analisar as percepções dos participantes da pesquisa. Os achados foram organizados em dois artigos científicos, que formaram a estrutura deste estudo. Os resultados mostraram que as ações proporcionaram acréscimos significantes na conscientização sobre a relação entre saúde humana e saúde ambiental, tendo a melhoria na educação em saúde como principal benefício para as comunidades. No contexto da formação de alunos da área da saúde, constatou-se que as ações proporcionaram o desenvolvimento de habilidades práticas, o reforço do interesse pela atuação em comunidades e a expansão da percepção do valor da extensão universitária como elemento indispensável na formação em saúde. Concluiu-se que ações de educação e promoção da saúde, orientadas pela abordagem ecossistêmica e pela educação popular, são métodos eficazes para a promoção de mudanças positivas nas comunidades e para fomentar a formação de profissionais da área da saúde mais ligados ao seu território.
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Treinamento intervalado de alta intensidade na expressão de genes de células T reguladoras residentes no tecido adiposo visceral de camundongos idosos
(UFVJM, 2025) Costa, Marina Luiza Baêta; Vieira, Etel Rocha; Dias Peixoto, Marco Fabrício; Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM; Vieira, Etel Rocha; Dias Peixoto, Marco Fabrício; Villela, Daniel Campos; Pinto, Kelerson Mauro de Castro
O envelhecimento provoca alterações no perfil imunometabólico do tecido adiposo visceral, associadas a modificações das células T reguladoras residentes (Treg VAT), que têm papel no controle local da homeostase energética e da sensibilidade à insulina. O treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) é uma estratégia não farmacológica eficaz no controle de doenças crônicas e que pode aumentar a adesão ao exercício por ser tempo eficiente. Este estudo avaliou os efeitos do HIIT na expressão de marcadores Treg VAT em camundongos idosos, visando entender sua modulação imunometabólica. Os grupos experimentais foram compostos por camundongos idosos (C57Bl/6, machos), divididos em dois grupos, idosos treinados (12 meses, n = 11, IT), idosos não treinados (12 meses, n = 11, INT) e jovens não treinados (2 meses, n = 8, JNT). O HIIT foi realizado 3 vezes por semana durante 16 semanas, em esteira, em sessões diárias de 15 min compostas por preparação (3 min a 50% da velocidade máxima - vMax), 6 intervalos de HIIT (85%-100% vMax) e recuperação passiva. Os grupos INT e JNT realizaram uma sessão semanal de exercício (10 min, 22% da vMax). Testes de sensibilidade à insulina, tolerância à glicose e vMax foram conduzidos antes e após a intervenção. A expressão de genes Treg VAT foi mensurada por RT-qPCR nos tecidos adiposos epididimal e retroperitoneal, os quais também foram analisados morfologicamente. No início do período experimental, a vMax do grupo INT foi menor comparada ao grupo JNT, e após o período experimental de 16 semanas a vMax do grupo INT foi menor. Já no grupo IT a vMax foi maior após a intervenção, o que indica que o HIIT não apenas preveniu a redução da vMax com o envelhecimento, mas também promoveu melhora da capacidade física dos animais idosos. Apesar disso, não foi observado efeito do HIIT na sensibilidade à insulina e tolerância à glicose nos animais idosos. A expressão dos marcadores Treg VAT, FOXP3, PPARG e IL10 no tecido adiposo epididimal, mas não no retroperitoneal, foi menor no grupo INT comparado com o grupo JNT. Nos animais do grupo IT a expressão de PPARG e IL10 foi maior comparados com o INT, e houve tendência de maior expressão de FOXP3 e IL33 (p = 0,07 e 0,08, respectivamente). Não foram encontrados efeitos do envelhecimento e do HIIT na morfologia do tecido adiposo visceral. Os achados mostram que o HIIT reverteu a redução da expressão de PPARG e IL10 no tecido adiposo epididimal associada ao envelhecimento. Os achados indicam que o HIIT pode modular o perfil imunometabólico do tecido adiposo visceral, o que pode contribuir para a melhora da saúde metabólica no envelhecimento.
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Abordagem ecossistêmica em saúde e vulnerabilidades sanitárias no Vale Jequitinhonha: uma análise integrada de indicadores ambientais e epidemiológicos
(UFVJM, 2025) Chaves, Júnia Tarcila Felipe do Nascimento; Machado, Alex Sander Dias; Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Machado, Alex Sander Dias; Zadra, Vivian Ferreira; Miranda, Jarbas Magno; Cruz, Cleya da Silva Santana; Madeira, Nildimar Gonçalves
O Alto curso do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, apresenta grande desigualdades sociais e ambientais, que se refletem em problemas de saúde pública. Nas últimas décadas, a relação entre ecossistemas e saúde humana e animal tem sido amplamente debatida, sobretudo em territórios marcados pela degradação ambiental, pelo acesso desigual aos serviços de saneamento básico e saúde, e pela insuficiência de infraestrutura sanitária. Nesse contexto, as abordagens ecossistêmicas têm se destacado como ferramentas fundamentais para compreender os vínculos entre a qualidade ambiental e a saúde humana, permitindo uma análise integrada das interações entre meio ambiente e saúde coletiva. Nossos objetivos foram realizar avaliações sazonais (períodos seco e chuvoso) dos elementos climáticos do local (temperatura, pluviosidade, pressão atmosférica, radiação solar e velocidade do vento), caracterizar a paisagem através de Protocolo de Avaliação Rápida de Diversidade de Habitats (PARDH), aferir a temperatura da água, utilizar macroinvertebrados bentônicos como bioindicadores pelo uso do índice BMWP/ASPT e monitorarpequenos mamíferos com positividade sorológica para Leishmania spp. Este estudo foi conduzido nas comunidades de Senador Mourão, Baixadão (Diamantina) e Caçaratiba (Turmalina), situadas no alto curso do Rio Jequitinhonha. Trata-se de uma pesquisa observacional que utilizou dados primários coletados pelo Projeto Igarapé Aranã FAPEMIG/IGAM APQ 00646-22, combinados com pesquisa documental e bibliográfica. O monitoramento ambiental ocorreu em 4 pontos amostrais distribuídos ao longo do rio, contemplando dois períodos sazonais (seca e chuva). A análise estatística dos dados climáticos foi realizada por meio de estatística descritiva e teste t de Student, utilizando o software R, enquanto a caracterização ambiental foi tratada de forma descritiva. Os resultados revelaram sazonalidade nas variáveis ambientais, com maior precipitação e temperatura nos meses chuvosos. A diversidade de macroinvertebrados foi maior em pontos com menor interferência antrópica. Embora a amostragem de pequenos mamíferos tenha sido limitada, observou-se ausência de infecção por Leishmania spp. O estudo evidencia que os indicadores ecológicos juntos com os epidemiológicos são ferramentas indispensáveis para a compreensão dos impactos da degradação ambiental sobre a saúde humana e animal, especialmente em regiões com alta vulnerabilidade social. Ao integrar dados ambientais e de saúde, a pesquisa fortalece o entendimento da relação entre ecossistema e saúde coletiva, contribuindo para o planejamento de políticas públicas mais eficazes e sustentáveis. Por fim, este trabalho reafirma a importância da vigilância ambiental integrada, do monitoramento contínuo e do uso de abordagens ecossistêmicas para promover a saúde em territórios marcados por desigualdades socioambientais e mudanças climáticas crescentes.