Imunoglobulina G anti-SARS-CoV-2 e resposta celular em pacientes com doença renal crônica terminal vacinados contra a COVID-19

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UFVJM

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Considerando a alta vulnerabilidade de pacientes em hemodiálise à Doença do Coronavírus 2019 (COVID-19) e à menor responsividade imunológica a outras vacinas como Influenza A e Hepatite B, é relevante que se investigue a imunidade promovida por vacinas contra a COVID-19. Neste contexto, o objetivo deste estudo foi investigar a resposta imune induzida pela vacinação contra a COVID-19, em intervalo após terceira e quarta dose, comparando a respostas desenvolvidas por indivíduos em hemodiálise e indivíduos imunocompetentes, não dialíticos. Tratou-se de um estudo longitudinal e prospectivo, realizado entre 2021 e 2025 em um centro de hemodiálise de Minas Gerais. O grupo experimental foi composto, inicialmente, por 29 participantes em hemodiálise e o grupo controle por 17 participantes sem doença renal crônica. Amostras de sangue dos voluntários foram coletadas em dois momentos distintos: entre 170 e 300 dias após administração da terceira dose monovalente (D3) e entre 40 e 60 dias após o reforço bivalente. A partir dessas obteve-se o plasma e as células mononucleares do sangue periférico (PBMC) utilizados nos ensaios. A partir do plasma avaliou-se a resposta de IgG anti-SARS-CoV-2 utilizando-se ensaio imunoenzimático. Já as PBMC foram estimuladas com pool de peptídeos de SARS-CoV-2, combinado ou não com estímulo policlonal (fitohemaglutinina – PHA) para avaliação da resposta proliferativa e secreção de interleucina-2 (IL-2) e interferon-gama (IFN-γ). Dados sociodemográficos e clínicos foram coletados através de um questionário aplicado aos participantes e por meio de busca ativa nos cartões vacinais e registros do serviço de hemodiálise. A soroconversão foi comparável entre o grupo em hemodiálise e o grupo controle após múltiplas doses da vacina contra a COVID-19. A ativação da proliferação celular, associada à produção de IL-2 e IFN-γ por células mononucleares de ambos os grupos, sugere a preservação funcional da resposta imune celular independentemente da condição clínica em hemodiálise. Entretanto, os dados deste estudo não permitem inferir sobre a resposta celular específica à vacinação contra a COVID-19. Em conjunto, os resultados desse estudo oferecem evidências para a compreensão da dinâmica da resposta vacinal contra a COVID-19, destaca a importância dos reforços vacinais sucessivos para a manutenção da imunoproteção e apontam a necessidade de monitoramento contínuo e individualizado da resposta vacinal dos indivíduos em hemodiálise.

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COLARES, Karla Taísa Pereira. Imunoglobulina G anti-SARS-CoV-2 e resposta celular em pacientes com doença renal crônica terminal vacinados contra a COVID-19. 2026. 111 p. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde) – Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Diamantina, 2025.

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