Cadernos Diversidade & Educação do Campo: opiniões de campesinos e quilombolas: volume IV
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UFVJM
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"Os 11 artigos de opinião reunidos neste quarto volume dos Cadernos Diversidades & Educação do Campo são fruto do trabalho conduzido por mim ao longo das 30 horas da disciplina Diversidade e Educação, ofertada a futuros professores que atualmente são acadêmicos do curso de Licenciatura em Educação do Campo (LEC), em janeiro de 2026, pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).
A obra reúne produções de estudantes-autores campesinos e/ou quilombolas, oriundos dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri, Rio Doce e do norte de Minas, que se engajaram em um processo coletivo de estudo, debate e escrita. Os textos foram originalmente publicados no site do projeto Aula Digital: Repositório de Recursos Educacionais Abertos (auladigital.net.br), reafirmando o compromisso com a circulação livre do conhecimento e com a democratização do acesso à produção acadêmica.
Mais do que um conjunto de textos, este quarto volume constitui um mosaico de vozes que tensionam desigualdades históricas e afirmam a educação como prática social comprometida com a equidade e a justiça. Ao longo dos capítulos, os(as) autores(as) enfrentam temas urgentes e atravessados pela experiência concreta de seus territórios.
No primeiro capítulo, o conceito de família é compreendido a partir da diversidade de arranjos baseados no afeto e no cuidado. Em seguida, a gravidez na adolescência é analisada em relação à evasão escolar, evidenciando impactos da falta de educação sexual e de políticas públicas. O terceiro capítulo problematiza a mercantilização da cultura, enquanto o quarto denuncia a persistência da intolerância e do racismo religioso como heranças da colonização. No quinto texto, a apropriação cultural é discutida como forma de exploração e desigualdade.
A agroecologia, no sexto capítulo, aparece como possibilidade de permanência no campo, articulando educação e sustentabilidade, perspectiva aprofundada no sétimo texto ao tratar do combate ao êxodo rural. No oitavo capítulo, as cotas raciais são defendidas como política de equidade que transforma o acesso à educação superior. Já o nono texto afirma a visibilidade trans como questão de direitos humanos, denunciando a violência estrutural ainda presente na sociedade brasileira.
No décimo capítulo, a gravidez na adolescência é retomada sob a perspectiva das desigualdades sociais e da necessidade de políticas intersetoriais. Por fim, o décimo primeiro texto apresenta a agroecologia como projeto de sociedade, articulado ao enfrentamento do racismo estrutural no campo e à valorização dos saberes ancestrais.
A potência desta coletânea reside nas vozes que a constituem: sujeitos historicamente silenciados que assumem a palavra para interpretar e transformar a realidade. Ao compartilharem suas experiências e análises, os(as) autores(as) ampliam o debate sobre diversidade e reafirmam a educação como espaço de disputa, reconhecimento e construção de futuros mais justos.
Que esta leitura mobilize inquietações, fortaleça compromissos e contribua para a construção de práticas educativas mais justas, críticas e comprometidas com a dignidade humana."
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CASTRO, Carlos Henrique Silva de (org.). Cadernos Diversidade & Educação do Campo: opiniões de campesinos e quilombolas. Diamantina: UFVJM, 2026. 60 p. v. 4. Disponível em: https://repositorio.ufvjm.edu.br/items/524a57f1-9826-412a-90ea-9493de3e9cca. Acesso em: 20 maio 2026.
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