Desenvolvimento de metodologias para a determinação do herbicida piroxasulfona em amostras de mel

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UFVJM

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Nos últimos anos, o Governo Federal autorizou o uso de várias substâncias inéditas que estão sendo empregadas como agrotóxicos na agricultura brasileira. Neste cenário, podemos destacar o herbicida piroxasulfona, usado para o controle de plantas daninhas em diversas culturas agrícolas. A piroxasulfona é um herbicida seletivo, sistêmico, utilizado principalmente em culturas como soja, milho, batata, café, cana-de-açúcar e eucalipto, sendo aplicado em pré-emergência para controle de plantas daninhas. Apesar de sua eficiência, foi classificada pela legislação brasileira como um produto muito perigoso para o meio ambiente, com potencial de contaminação ambiental e impacto em produtos apícolas, como o mel. Por isso, é importante monitorar sua presença em matrizes ambientais e alimentares. E por se tratar de um herbicida relativamente novo no mercado mundial, há ainda uma busca por novas metodologias de extração. Para monitorar a presença de agrotóxicos a escolha de métodos de extração eficientes é fundamental. Métodos analíticos sensíveis, como a extração líquido-líquido com purificação em baixa temperatura (ELL-PBT) e o método QuEChERS (sigla do inglês Quick, Easy, Cheap, Effective, Rugged e Safe), podem ser aplicados para monitoramento de compostos em matrizes ambientais e alimentares, incluindo o mel. Diante disso, este estudo teve como objetivo otimizar e validar esses dois métodos de extração seguidos da análise por cromatografia em fase gasosa acoplada à espectrometria de massas para determinar a presença de piroxasulfona em amostras de mel. Os resultados dos estudos mostraram que a extração com acetonitrila e acetato de etila (6,5 mL:1,5 mL) para a ELL-PBT e a extração com acetonitrila para o método QuEChERS foram eficazes, alcançando taxas de recuperação próximas a 100% e desvios padrões relativos inferiores a 11% e 8%, respectivamente. Os métodos ELL-PBT e QuEChERS foram validados como seletivos, precisos, exatos e lineares, com faixas de quantificação de 3–225 μg kg−¹ e 2–225 μg kg−¹, limites de quantificação de 3,0 μg kg−¹ e 2,0 μg kg−¹, e efeitos matriz de -25,95% e -31,62%, respectivamente. O monitoramento em amostras reais não identificou resíduos de piroxasulfona. Ambos os métodos são alternativas promissoras para a análise desse herbicida em mel.

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BARBOZA, Luma Soares Costa. Desenvolvimento de metodologias para a determinação do herbicida piroxasulfona em amostras de mel. 2025. 83 p. Tese (Doutorado em Química) – Programa de Pós-Graduação em Química, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Diamantina, 2025.

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